O SILÊNCIO DOS NEM TÃO INOCENTES

Como estamos? Excelentes, eu espero!
Mais um tópico de desconstrução. Este é para ajudar certas pessoas a entender que muitas vezes menos é mais.

É com prazer que eu lhes apresento: A arte de Calar a boca!
Faça uma breve pesquisa com membros avançados desta nossa comunidade e todos vão concordar que os próximos estágios se relacionam com simplificar o teu game ao invés de adicionar mais conteúdo. Um simples caso de “Menos é Mais.”
Algo que relaciona a maioria dos caras iniciantes/intermediários que eu conheço é que eles têm uma forte tendência a falar demais, rodar rotinas demais, recitar padrões demais, entediar as meninas demais!
E eu entendo isto. Para um cara que mal estava acostumado a falar com estranhos, manter uma conversa rolando por vinte, quarenta minutos ou até mesmo duas horas é a coisa mais legal da via láctea!
Lembro uma vez, anos atrás, quando eu tava com meu amigo Gustavo Silva, estávamos conversando com duas meninas e ficamos lá, cada um com a sua, por mais de 2 horas. Mesmo não tendo ficado com ela, me senti ridiculamente bem por ter Segurado uma menina por 2 horas… E “segurado” é bem a palavra.
Jogo em excesso geralmente é causado por uma falta de experiência que impede o cara de notar que a menina já gosta dele e está tudo O.K. para ele evoluir para um próximo nível. Ou também comum, uma insegurança que não o deixa acreditar que ela realmente goste dele e por isso… “é melhor provocar mais um pouco.”
Isto geralmente é reflexo da idéia de que ser bom com as mulheres é algo que você tem que fazer ao invés de quem você é.
Intermediários muitas vezes tem uma habilidade social de altíssimo nível, mas não estão ainda internamente se sentindo congruentes com sua atitude externa. Por isso o jogo em excesso é, na verdade, um demonstrador de insegurança.
Imaginem um cara realmente foda chegando numa menina num bar. Ela fica apaixonadinha logo de cara, porque o cara é foda. Mas aí, por algum motivo, o cara não cala a boca, fala demais, provoca demais, se faz de prêmio demais, vira um Macaquinho de circo, tentando a todo custo entretê-la, quando ela nunca precisou de nada disto. “you had me at hello”

Eventualmente ela vai começar a duvidar se o cara realmente era tudo aquilo que ela achava no início e aí já era.
Durante os próximos artigos meus, irei mostrar melhor como transformar coisas simples em ouro de maneira que “jogo”, por assim dizer, se torna fútil. Por hoje vamos tratar de pausas e silêncio.
Pausas silenciosas mostram várias coisas, entre elas, mostram que você é confortável com pressão social, o que é um atributo atraente.
Mostram também que você valoriza o que fala, fala por que tem algo a dizer e não só por falar. O que também é atraente.
Deixa a menina pensando muito no que fazer pra não ficar no vazio. Porque elas são (ao menos deveriam ser) menos acostumadas com pressão social do que você. Lembra quando no inicio, a gente ficava pensando em coisas pra falar e acabávamos ficando nervosos e isto só fazia qualificá-las como tendo valor superior ao nosso? Pois é, é assim que elas se sentem agora.
E criam tensão sexual, também.
Alguns exemplos de como se fazer:
Para inicar uma conversa:
Ao me aproximar, inicio me fazendo presente e dizendo algo como “Ei!” seguido de uma breve pausa, onde irei manter contato visual primeiro, abrir um sorriso depois para só então continuar “… Acho que nunca te vi por aqui antes. Como é teu nome?”.
A subcomunicação deste tipo de abordagem é de que eu já passei por muitas situações sociais antes e estou acostumado com a pressão e a beleza dela não me impressiona. Além de criar uma tensão sexual logo de cara.
Quando Ela te pergunta alguma coisa:
Em uma conversa sobre experiências passadas, ela pode me perguntar alguma coisa do tipo “E onde você morava antes de mudar pra cá?”. Não preciso responder imediatamente. Na verdade, gasto uns segundos olhando nos olhos, completamente distraído nos meus pensamentos sobre ela e depois respondo “Pois é… Morava no interior…”.
Fazendo isto, mantendo contato visual, ela geralmente não vai nem saber o que dizer quando tu responder. Quando ela for contar para as amigas vai ser algo tipo “Ele olhou pra mim e eu não consegui nem pensar em nada!”
Quando Você pergunta alguma coisa:
Eu: Da onde você é?
Ela: Minas…
Eu: (pausa)
Ela: Perto de BH!
Assim, eu a faço contribuir para a conversa e coloco as coisas nos meus termos sem precisar insistir. Aliás, fazendo justamente o contrário!
Entendam que esta atitude de fechar a matraca é algo que tem hora certa. Eu não nego que muitas vezes para deixar a menina interessada você tem que ser falante no inicio, mas pra movimentar a interação para uma parte de mais conforto, parar de falar é uma das maneiras mais eficientes de fazer uma menina contribuir para a interação.
E eventualmente, o silêncio é o que vai realmente conectar você e a sua menina. Afinal quando você está falando, o que os conecta são basicamente suas palavras. Quando não existem mais palavras e vocês ainda estão junto é sinal que ela está contigo por algum motivo além da conversa.
E este é um dos pontos fracos do jogo em excesso, no momento em que você sai de lá, a menina não tem nada pra relacionar com você além de suas ações e palavras. Se ela não se conecta contigo de maneira passiva também, assim que você parar de agir, a conexão deixa de existir.

Sosseguem um pouquinho e notem o quão poderosa é a confiança exibida por alguém que não tem medo que a conversa morra e de momentos de silêncio.
Mais um artigo de ouro do Vicent Vega.